segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Investigação de tortura


Joanna: investigação de tortura

Delegacia responsável pelo caso estuda se inquérito da morte da menina por maus-tratos vai apurar crime mais grave


Rio - Joanna Cardoso Marcenal Marins, 5 anos, que morreu mês passado após passar 26 dias em coma no Hospital Amiu, em Botafogo, pode ter sido vítima de tortura. O inquérito da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav), por enquanto, apura maus tratos, mas a tipificação do crime pode mudar para tortura. Na semana que vem, a polícia deve concluir o caso e divulgar o laudo com a causa da morte.

Foto: Banco de imagens
Joanna: quase um mês internada | Foto: Banco de imagens
No dia em que foi hospitalizada, Joanna teve convulsões, tinha lesões pelo corpo e queimaduras nas nádegas. A mãe da menina, a médica Cristiane Cardoso, acusa o ex-marido, o técnico judiciário André Rodrigues, pelos maus tratos. Joanna estava sob a guarda dele por decisão judicial.

Em depoimento à Dcav, uma babá contratada por André para cuidar da menina disse que se deparou com uma cena de horror em seu primeiro dia de trabalho. Segundo as declarações prestadas dia 15, Joanna estava no canto de um quarto, “deitada no chão, amarrada numa fita-crepe nos pés e nas mãos e toda suja de xixi e cocô”. “Não consigo imaginar o que ela passou. Minha filha foi vítima de tortura”, desabafou Cristiane, chorando.

Ontem, a médica fez um apelo para que as pessoas ajudem a encontrar a outra babá que cuidou da menina. Segundo ela, a mulher foi identificada apenas como Vânia e mora em Campo Grande. Informações podem ser passadas para o Disque-Denúncia (2253-1177).

A babá que prestou depoimento disse ainda que se ofereceu para limpar Joanna, mas que André teria dito que a menina estava daquele jeito por ter sofrido uma convulsão no dia anterior. Segundo ela, o pai teria afirmado também que estava seguindo recomendação médica e que a filha era especial. A mulher contou que foi entrevistada para o emprego pela madrasta de Joanna, Vanessa Maia. A empregada relatou que percebeu que Joanna teria dito que estava com saudades da avó materna.

No dia seguinte. após chegar para trabalhar depois de um dia de folga, ela soube que Joanna havia sido internada. Primeiro, a menina foi atendida e liberada por um falso médico no Hospital Rio Mar, no Recreio dos Bandeirantes.


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