segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Rio: médica nega responsabilidade em morte da menina Joanna

A médica Sarita Fernandes Pereira, acusada por homicídio doloso (com intenção de matar) pela morte da menina Joanna Cardoso Marcenal Marins, 5 anos, ocorrida em 13 de agosto deste ano, prestou depoimento nesta segunda-feira no 3º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. A médica negou que tivesse culpa na contratação do falso médico que teria dado alta à menina mesmo ela estando desacordada.


O estudante Alex Sandro da Cunha Souza foi denunciado pelo atendimento da criança sem acompanhamento profissional no Hospital Rio Mar, na zona oeste da capital fluminense. Segundo a investigação, ele teria sido orientado em contato telefônico por Sarita, que negou todas as acusações no depoimento.


A médica culpou o hospital por negligência e afirmou que apenas entrevistou o jovem para o emprego de médico. Segundo ela, a secretaria do hospital que providenciou a documentação dele e deveria checar o seu registro. Ela também negou que tivesse orientado o universitário, que está foragido, a sair do País após a denúncia. Sarita está presa em Bangu 7.



Além da médica, foi ouvido a última testemunha de defesa, o médico André Lins de Almeida, que teve seu nome usado pelo estudante para fazer o atendimento da menina. Segundo Lins, o falso médico foi seu estagiário. Ele disse que vai processar o jovem por ter usado o seu registro médico.
A mãe de Joanna, Cristiane Cardozo Ferraz, acompanhou os depoimentos e disse que a médica se contradisse. "Ela não conseguia responder com firmeza as questões que lhe eram feitas. Não conseguia sequer dizer como Joanna teve alta", afirmou. "Ela poderia ter sido a única a salvar a vida da minha filha e não salvou", disse a mãe ao falar que espera que todos os envolvidos na morte paguem pelo crime.
Em outubro, um laudo do Instituto Médico Legal (IML) informou que a causa da morte da criança foi meningite. O Ministério Público denunciou o pai da menina, André Rodrigues Marins, por tortura e homicídio qualificado por meio cruel porque a criança apresentava sinais de agressão.

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