Colaboração da Ingrid:
"A CRISTIANE estará hoje, 10/11/2010 , sendo entrevistada na Sonia Abrão. .
Vamos fazer uma corrente de orações para que a Cristiane seja iluminada por Deus
e transmita a todos e principalmente ao poder judiciário , a barbaridade cometida à pequena Joanna . .
É necessário serem tomadas medidas de punição URGENTE para TODOS que de uma forma ou de outra contribuíram para que o assassinato da nossa pequena fosse consumado.
Peço que aqueles que não puderem assistir estejam em pensamento, em oração, junto à Cristiane. .."
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Ela entregou a filha viva e a recebeu morta e o senhor nunca falou com ela. Porquê?
São tantas perguntas a serem feitas para André Marins, mas para quase todas eu já imagino as respostas, permeadas com mentiras, distorções, ensaios de vitimização, argumentos falsos.
Mas há uma, entre várias, que martela em minha cabeça.
Fico pensando a que ponto chegará a ousadia e o cinismo de André, em sua "resposta".
Ela já foi feita a outro pai, assassino da própria filha.
Impossível não lembrar e comparar, quando o promotor Cembranelli, durante o julgamento do casal Nardoni, pergunta para Alexandre, pai de Isabella:
“Ninguém falou com Ana Carolina de Oliveira? Ela entregou a filha viva e a recebeu morta e o senhor nunca falou com ela. Porquê?”
Eu fico a imaginar o que vai responder André, quando for perguntado:
"O senhor não chamou a mãe de Joanna, que era médica, nem mesmo quando sua filha teve morte cerebral declarada. Ela entregou a filha saudável, linda, bem cuidada, e a recebeu em coma, com diversos ferimentos. O senhor nunca falou com ela. Porquê?"
O que vai responder André, que possa sustentar o absurdo dele sequer ter avisado a mãe, nem ter pedido informações, qualquer ajuda para salvar Joanna?
Como André vai encenar este episódio onde ele terá de convencer que seu objetivo não era matar Joanna?
Como André vai negar que havia um plano cruel e ardiloso para eliminar Joanna, e que sua mãe era um obstáculo a ser evitado?
Afinal, não há outro motivo para ter escondido o estado deplorável da filha, mantida amarrada, deitada sobre fezes e urina. Ainda, segundo ele, convulsionando, chegando a ficar 24 horas desacordada em seu apartamento.
Como é que André vai explicar "Porque" não chamou a mãe de Joanna, ou pelo menos o pediatra que cuidou dela a vida toda???
Diante do Júri popular, entre tantos atos incompreensíveis, ele terá que explicar porque permitiu que a madrasta levasse Joanna ao hospital, dando nome da irmã, escondendo a identidade da menina, sem ao menos comunicar a própria mãe, nem mesmo depois quando Joanna entrou em coma.
Foi necessário que uma amiga do trabalho de André se revoltasse e avisasse para Cristiane...
Novamente a indignação bate forte.
Nesse momento as indagações se multiplicam, são muitas, impossíveis de se aceitar qualquer desculpa esfarrapada.
Mas aquela pergunta segue entalada na garganta, fixa em minha mente.
“Porquê você não procurou a mãe? “
E o que mais machuca é saber a verdadeira resposta mas não poder aceitá-la...pela sua crueldade.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
A morte de Joanna e os muitos culpados
Isso aí é do tempo em que JOANNA MARCENAL, estava com a mãe.
Depois veio o famigerado laudo parental , que a tirou de sua mãe a entregou para ANDRÉ.
O resto vcs ja sabem.
ROBERTA M.N. FERREIRA DE CARVALHO e VÂNIA SUELI MAFRA ANIZ estas são as duas psicólogas que elaboraram o laudo de alienação parental, a juíza CLÁUDIA NASCIMENTO VIEIRA foi quem deu o golpe final, e ainda está atuando como juíza em vara de família.
Será que o trio ainda está atuando junto, farão outros laudos e decisões para favorecerem quem pagar mais, quem tem mais poder ?
Não basta apenas prender ANDRÉ , talvez depois VANESSA, e encerrar o caso aí, tem mais gente além das 3 citadas, para responderem.
Agradecendo ao blog do JORGE, o "Táxi em movimento", por esta imagem deste laudo que a juíza não viu ( ? )ou finge que não viu ? Só viu o lado do ANDRÉ né ?
domingo, 7 de novembro de 2010
A morte de Joanna e a omisão do estado
Quando nos deparamos com o "caso Joanna", morta aos 5 anos sob a responsabilidade de quem deveria cuidar de seu bem-estar,com a conivência de um Poder, no caso o Judiciário, que sabe-se lá por quais motivos não se importou nem levou em consideração a vontade da menina e a entregou à guarda do pai que lhe causava terror, precisamos parar, pensar e analisar muito bem a coisa, porque algo anda errado, não está bem!!
Não seria o caso de se pensar que os atos do poder judiciário deveriam sofrer fiscalização por parte do cidadão que "banca"este poder através dos impostos pagos e, nem sempre, vê atendido seus interesses por parte deste poder????
De uma forma ou de outra o poder judiciário foi conivente com a morte de Joanna uma vez que não levou em conta um processo antigo, de agressão à menina,contra o pai, André Marins.
O quadro que se apresenta é o seguinte: pai e pediatra estão onde deveriam estar,ou seja, presos; madrasta respondendo ao processo em liberdade uma vez que não representa risco ao bom andamento do processo; estudante de medicina sendo procurado, como foragido da justiça, por exercício ilegal da medicina.
E a juíza que não levou em consideração os n....motivos pelos quais não deveria ter tirado a guarda de Joanna da mãe e entregue ao pai, sob cuja responsabilidade a menina veio a falecer???
Como é que fica???
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
O efeito Joanna
05 de novembro de 2011
Ontem mais dois casos de tortura e maus tratos contra crianças foram revelados...
Em Salvador, Márcio Gerson Reis dos Santos (pai) e Ana Lúcia Santana Conceição (madrasta) foram presos depois de torturarem um menino de 7 anos de idade de forma cruel...
Em Goiânia, Maria do Carmo Serrano, dona de um berçário, foi flagrada jogando crianças no chão e mantendo outras amarradas em carrinhos...
Isto é sintoma de uma nova onda de violência contra crianças?
Duvido...
Isto sempre existiu e as autoridades jogavam para debaixo do tapete...
E irão aparecer muitos daqui prá frente...
A repercussão do Caso Joanna e do Caso Isabella acredito reproduzirem uma comoção generalizada encorajando pessoas a perderem o medo e denunciarem...
Ana Carolina Oliveira e Cristiane Cardoso Marcenal perderam suas filhas mas deixaram um legado de esperança a uma legião de crianças maltratadas...
Duvido que algum pai ou madrasta covarde não irá lembrar de Ana e Cristiane antes de pensarem em cometer atrocidades...
O exemplo se multiplicou...
Na creche de Goiânia uma funcionária tratou de filmar a agressão...
Em Salvador a polícia somente tomou conhecimento do fato depois de denúncias...
Joanna e Isabella não se foram em vão...
Jorge Schweitzer
Ontem mais dois casos de tortura e maus tratos contra crianças foram revelados...
Em Salvador, Márcio Gerson Reis dos Santos (pai) e Ana Lúcia Santana Conceição (madrasta) foram presos depois de torturarem um menino de 7 anos de idade de forma cruel...
Em Goiânia, Maria do Carmo Serrano, dona de um berçário, foi flagrada jogando crianças no chão e mantendo outras amarradas em carrinhos...
Isto é sintoma de uma nova onda de violência contra crianças?
Duvido...
Isto sempre existiu e as autoridades jogavam para debaixo do tapete...
E irão aparecer muitos daqui prá frente...
A repercussão do Caso Joanna e do Caso Isabella acredito reproduzirem uma comoção generalizada encorajando pessoas a perderem o medo e denunciarem...
Ana Carolina Oliveira e Cristiane Cardoso Marcenal perderam suas filhas mas deixaram um legado de esperança a uma legião de crianças maltratadas...
Duvido que algum pai ou madrasta covarde não irá lembrar de Ana e Cristiane antes de pensarem em cometer atrocidades...
O exemplo se multiplicou...
Na creche de Goiânia uma funcionária tratou de filmar a agressão...
Em Salvador a polícia somente tomou conhecimento do fato depois de denúncias...
Joanna e Isabella não se foram em vão...
Jorge Schweitzer
"As pessoas estão vendo que eu não era uma louca", diz mãe da menina Joanna
Um dia após a Justiça aceitar o pedido do Ministério Público e decretar a prisão do técnico judiciário André Rodrigues Marins, pai de Joanna Marcenal Marins e acusado de torturar e matar a criança de apenas 5 anos, a mãe da vítima, a médica cardiologista Cristiane Marcenal, afirmou que o seu maior consolo hoje “é perceber que as pessoas estão vendo agora que eu não era uma louca desvairada gritando que minha filha estava doente”. “Tudo que eu falei foi provado de modo muito mais firme do que eu afirmei, na verdade”, completou Cristiane.
A médica deu a declaração ao UOL Notícias logo após prestar depoimento na primeira audiência do processo que analisa a participação no caso da médica Sarita Fernandes Pereira, chefe do setor de pediatria do hospital Rio Mar, na zona oeste do Rio, para onde a criança foi levada e atendida pelo falso médico Alex Sandro da Souza Cunha, que continua foragido da Justiça.
A médica deu a declaração ao UOL Notícias logo após prestar depoimento na primeira audiência do processo que analisa a participação no caso da médica Sarita Fernandes Pereira, chefe do setor de pediatria do hospital Rio Mar, na zona oeste do Rio, para onde a criança foi levada e atendida pelo falso médico Alex Sandro da Souza Cunha, que continua foragido da Justiça.
O juiz Guilherme Schilling Duarte está à frente agora de três processos envolvendo a morte de Joanna. O primeiro acusa André Marins, o pai da garota, de tortura e homicídio qualificado. O segundo faz denúncia contra a médica Sarita por homicídio doloso de forma omissa. E o terceiro vai contra o estudante de medicina, cujo processo é por exercício ilegal da medicina com resultado de morte.
“Meu coração ainda dói muito. Ter que reviver esses momentos toda a hora dói muito. Essa dor não cura, parece que cada vez mais vai se abrindo. Quando eu fiz a denúncia de maus tratos eu não imaginava nem nos meus piores sonhos que iria chegar onde chegou. A coisa toda está muito maior do que eu imaginava”, afirmou, emocionada.
“Ele está preso agora e meu consolo é que esse prédio [do Tribunal de Justiça do Estado do Rio] não está aqui apenas para enfeitar, está fazendo jus para o que foi feito. Eu vi o Ministério Público se manifestar e estou vendo a Justiça ser feita. Isso me dá muito consolo”, completou Cristiane, vestindo uma camiseta com o rosto da filha.
De todos os envolvidos no caso, a única que ainda não teve a prisão decretada foi a madrasta de Joanna, Vanessa Maia, que supostamente também teria participado dos maus tratos. “Tudo é uma questão de tempo, eles sabem o que fazer, tenho impressão que eles sabem o chão que estão pisando. Vou deixar as coisas da Justiça para a Justiça. O que eu sempre quis muito era que a memória da minha filha não fosse molada como o corpo dela foi. Ela foi enterrada muito machucada. Agora está tudo sendo explicado, e o meu maior interesse era esse”, disse.
Os dois negam o crime. André Marins foi transferido na manhã desta terça-feira para o presídio de Bangu 8, na zona oeste do Rio de Janeiro. Ele foi preso na noite desta segunda-feira e passou a noite na DCAV (Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima).
Depoimento emocionado
Na audiência com o juiz Guilherme Schilling Duarte e com a promotora Carmem Eliza Carvalho (responsável pela acusação da médica Sarita Fernandes), Cristiane se emocionou em praticamente todas as respostas.
“Minha filha nunca teve convulsão, tinha a carteira de vacinação em dia”, afirmou a mãe ao ser questionada pelo magistrado se Joanna gozava de boa saúde enquanto elas viviam juntas. “A Joanna gostava muito de assistir [a série de TV] House comigo. Um dia, de brincadeira, eu a levei ao hospital e a coloquei para fazer uma tomografia. Por coincidência, serviu, após o caso surgir, para mostrar que a saúde dela era normal”, explicou.
Cristiane afirmou ao juiz que, no momento da “brincadeira”, não tirou o resultado do exame, mas posteriormente foi ao arquivo do hospital onde trabalhava para ter as imagens do aparelho como prova.
Ao ser perguntada sobre o estado da filha no dia em que foi decretada sua morte encefálica, Cristiane disse que encontrou “uma criança machucada, que nem parecia minha filha. A roupa era apertada, devia ser uma roupa de uma das irmãs [do casal André Marins e Vanessa Maia]”.
“Tinha corte nos dois pés, um outro corte profundo na cabeça, uma queimadura enorme nas nádegas, outra na clavícula, e uma escoriação grande na região do dorso”, afirmou.
Sobre as condições de higiene de Joanna no momento de sua internação, Cristiane falou que “as unhas do pé estavam grandes e o esmalte que eu tinha passado há 50 dias estava saindo de tão grande”. “A vulva dela estava muito suja, as mãos inchadas. Eles não tiveram cuidado nenhum”, completou a mãe.
Na audiência com o juiz Guilherme Schilling Duarte e com a promotora Carmem Eliza Carvalho (responsável pela acusação da médica Sarita Fernandes), Cristiane se emocionou em praticamente todas as respostas.
“Minha filha nunca teve convulsão, tinha a carteira de vacinação em dia”, afirmou a mãe ao ser questionada pelo magistrado se Joanna gozava de boa saúde enquanto elas viviam juntas. “A Joanna gostava muito de assistir [a série de TV] House comigo. Um dia, de brincadeira, eu a levei ao hospital e a coloquei para fazer uma tomografia. Por coincidência, serviu, após o caso surgir, para mostrar que a saúde dela era normal”, explicou.
Cristiane afirmou ao juiz que, no momento da “brincadeira”, não tirou o resultado do exame, mas posteriormente foi ao arquivo do hospital onde trabalhava para ter as imagens do aparelho como prova.
Ao ser perguntada sobre o estado da filha no dia em que foi decretada sua morte encefálica, Cristiane disse que encontrou “uma criança machucada, que nem parecia minha filha. A roupa era apertada, devia ser uma roupa de uma das irmãs [do casal André Marins e Vanessa Maia]”.
“Tinha corte nos dois pés, um outro corte profundo na cabeça, uma queimadura enorme nas nádegas, outra na clavícula, e uma escoriação grande na região do dorso”, afirmou.
Sobre as condições de higiene de Joanna no momento de sua internação, Cristiane falou que “as unhas do pé estavam grandes e o esmalte que eu tinha passado há 50 dias estava saindo de tão grande”. “A vulva dela estava muito suja, as mãos inchadas. Eles não tiveram cuidado nenhum”, completou a mãe.
O caso
Joanna estava sob a guarda do pai quando foi levada, em julho, ao Hospital Rio Mar, na Barra da Tijuca, e atendida por um falso médico. Depois disso, ela foi levada a outro hospital, onde passou um mês em coma. Ela morreu no último dia 13 de agosto.
Joanna estava sob a guarda do pai quando foi levada, em julho, ao Hospital Rio Mar, na Barra da Tijuca, e atendida por um falso médico. Depois disso, ela foi levada a outro hospital, onde passou um mês em coma. Ela morreu no último dia 13 de agosto.
Ela chegou na primeira unidade com hematomas nas pernas e nádegas. A polícia investigava se a menina foi vítima de maus tratos. Laudo do Instituto Médico Legal (IML) revelou que Joanna morreu de meningite, mas não explicou as marcas de queimadura que ela tinha no corpo.
A criança estava provisoriamente com o pai e a madrasta desde o fim de maio --a Justiça determinou o afastamento da mãe por 90 dias por entender que a menina sofria de síndrome de alienação parental, quando um dos genitores tenta afastar o filho do outro.
Ontem, a promotora Ana Lúcia da Silva Melo, da 25ª Promotoria de Justiça do Estado do Rio, pediu a prisão preventiva do pai e da madrasta. Os dois foram denunciados sob acusação de tortura e homicídio qualificado.
Aos Olhos do Pai
Vamos deixar aqui registrada como homenagem a música que embalou tantos sonos e sonhos de
Joanninha.
É reconfortante saber que ela teve tanto amor enquanto esteve com sua verdadeira família.
http://www.youtube.com/watch?v=aO4PqBuqr4k
Joanninha.
É reconfortante saber que ela teve tanto amor enquanto esteve com sua verdadeira família.
http://www.youtube.com/watch?v=aO4PqBuqr4k
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Hj é dia de finados...NÃO é dia de homenagear a Joanna. Porque ela está VIVA!
Hj é dia de finados...
NÃO é dia de homenagear a Joanna
Porque ela está VIVA!
Eu não posso mais tocá-la, abraçá-la, acarinhar, pegar no colo,vê-la
Tenho tanta saudade que minha dor é por vezes física, atroz, desconcertante
Acordar é o meu ato de maior coragem do dia
Porque a casa está vazia, a mesa está com uma cadeira vazia, na sala o sofá está tão grande, sobra tanto espaço...
Ninguém assiste aos seriados médicos comigo, não assisto mais “as princesas do mar”.
Ninguém organiza minhas fichas do consultório, não corre pra me beijar na saída de casa
Na volta para casa não tem abraço forte e festa como se tivesse saído há dias e a pergunta: “seus pacientes,tudo bem?”
À noite dormíamos após longas histórias sobre a Bíblia, muitas que ela conhecia de cor.
Na sua última noite lúcida comigo contamos a história de uma menina que Jesus ressuscitou, em seu último dia no hospital eu repeti na intenção de que ela lembrasse e percebesse que eu voltei.
Era tarde demais!!!
Ela queria ter 1.20 cm para poder brincar nos brinquedos maiores no parque...
Seu cadáver mediu 1.22 cm, ela nunca saberá disso.
Também não viu a neve, já que quando geou em Campos do Jordão já estava com o pai.
Não foi `a Disney, não passeou de navio, não andou na barriga do avião.
Segurei sua mão inchada enquanto diminuam seus batimentos cardíacos no momento de sua morte até pararem , o príncipe não apareceu para despertá-la.
Ela se foi e eu nada pude fazer.
Sepultei-a vestida de Branca de neve, na coroa de flores ”Enfim viva pra sempre”.
Chegou ao verdadeiro Reino, onde não há dor, nem tortura, nem madrasta, nem pai cruel, lá encontrou seus iguais: anjos que a receberam só para ser feliz !!!
Acabou a sua tortura.
E eu aqui tentando entender seus 27 dias de vida em coma. Que tola!!!
Tão adulta e tão inocente.
Tudo é tão claro hoje: seu sofrimento tinha que ser denunciado.
Nenhuma criança merecia aquilo, ela precisou me dizer sem palavras....
Hoje sigo pelos caminhos que me levam a descobrir essas horrendas verdades que estarrecem o mundo.
A cada dia descubro um fato novo pior que o anterior e penso como suportarei tudo isso: pelo meus outros filhos que quererão saber o que fiz quando descobri o que fizeram com a irmã deles; pela Joanna que gritou, muda, inerte, naquele leito por justiça..
Pelas milhares de pessoas que me escrevem e ligam de todas as partes do Brasil e fora dele pedindo que eu não desista, orando para que eu prossiga, me dando a mão quando acho que vou desfalecer...
Muito obrigada a cada um de vocês que chorou e chora comigo a morte cruel e desumana pela qual minha filha foi morta, pelo próprio pai e madrasta, que deveriam protegê-la.
Eu lhes imploro não me deixem só!
Não deixem que minha filha morra e seja lembrada só no dia de finados.
Por favor mantenham-na viva em seus corações indignados e sedentos de justiça!!!!!!
Texto de Cristiane Marcenal
NÃO é dia de homenagear a Joanna
Porque ela está VIVA!
Eu não posso mais tocá-la, abraçá-la, acarinhar, pegar no colo,vê-la
Tenho tanta saudade que minha dor é por vezes física, atroz, desconcertante
Acordar é o meu ato de maior coragem do dia
Porque a casa está vazia, a mesa está com uma cadeira vazia, na sala o sofá está tão grande, sobra tanto espaço...
Ninguém assiste aos seriados médicos comigo, não assisto mais “as princesas do mar”.
Ninguém organiza minhas fichas do consultório, não corre pra me beijar na saída de casa
Na volta para casa não tem abraço forte e festa como se tivesse saído há dias e a pergunta: “seus pacientes,tudo bem?”
À noite dormíamos após longas histórias sobre a Bíblia, muitas que ela conhecia de cor.
Na sua última noite lúcida comigo contamos a história de uma menina que Jesus ressuscitou, em seu último dia no hospital eu repeti na intenção de que ela lembrasse e percebesse que eu voltei.
Era tarde demais!!!
Ela queria ter 1.20 cm para poder brincar nos brinquedos maiores no parque...
Seu cadáver mediu 1.22 cm, ela nunca saberá disso.
Também não viu a neve, já que quando geou em Campos do Jordão já estava com o pai.
Não foi `a Disney, não passeou de navio, não andou na barriga do avião.
Segurei sua mão inchada enquanto diminuam seus batimentos cardíacos no momento de sua morte até pararem , o príncipe não apareceu para despertá-la.
Ela se foi e eu nada pude fazer.
Sepultei-a vestida de Branca de neve, na coroa de flores ”Enfim viva pra sempre”.
Chegou ao verdadeiro Reino, onde não há dor, nem tortura, nem madrasta, nem pai cruel, lá encontrou seus iguais: anjos que a receberam só para ser feliz !!!
Acabou a sua tortura.
E eu aqui tentando entender seus 27 dias de vida em coma. Que tola!!!
Tão adulta e tão inocente.
Tudo é tão claro hoje: seu sofrimento tinha que ser denunciado.
Nenhuma criança merecia aquilo, ela precisou me dizer sem palavras....
Hoje sigo pelos caminhos que me levam a descobrir essas horrendas verdades que estarrecem o mundo.
A cada dia descubro um fato novo pior que o anterior e penso como suportarei tudo isso: pelo meus outros filhos que quererão saber o que fiz quando descobri o que fizeram com a irmã deles; pela Joanna que gritou, muda, inerte, naquele leito por justiça..
Pelas milhares de pessoas que me escrevem e ligam de todas as partes do Brasil e fora dele pedindo que eu não desista, orando para que eu prossiga, me dando a mão quando acho que vou desfalecer...
Muito obrigada a cada um de vocês que chorou e chora comigo a morte cruel e desumana pela qual minha filha foi morta, pelo próprio pai e madrasta, que deveriam protegê-la.
Eu lhes imploro não me deixem só!
Não deixem que minha filha morra e seja lembrada só no dia de finados.
Por favor mantenham-na viva em seus corações indignados e sedentos de justiça!!!!!!
Texto de Cristiane Marcenal
Agressões acontecem principalmente dentro de casa
Pegando gancho nos 20 anos de implantação do ECA
Um pequeno paralelo entre o caso Joanna Marcenal e o caso do meninos brutalmente assassinados em Ribeirão Pires,no ano de 2008
Aí vai uma pequena esplanação do caso:
Um pequeno paralelo entre o caso Joanna Marcenal e o caso do meninos brutalmente assassinados em Ribeirão Pires,no ano de 2008
Aí vai uma pequena esplanação do caso:
'domingo, 7 de setembro de 2008 7:04
Garotos são esquartejados em Ribeirão
Evandro De Marco, Isis Correia, Raquel de Medeiros
Um segurança é suspeito de ter assassinado seus dois filhos com a ajuda da madrasta no final da tarde de sexta-feira, na Vila Aurora, em Ribeirão Pires.
Os corpos de Igor Giovanni, 12 anos, e João Vitor dos Santos Rodrigues, 13, foram encontrados na madrugada de sábado. Os dois irmãos teriam sido sufocados com sacos plásticos em casa pelo pai, João Alexandre Rodrigues, 39, que depois teria queimado e esquartejado os corpos com a ajuda da madrasta das crianças, Eliane Aparecida Antunes Rodrigues, 35, com quem os dois meninos teriam um relacionamento ruim.
As partes dos corpos foram embaladas em cinco sacos e deixadas junto ao lixo doméstico em dois locais diferentes da Rua Cândido Mota, no Centro de Ribeirão Pires, onde vivia a família.
Na madrugada de sábado, um dos lixeiros que faziam a coleta no bairro percebeu uma das partes dos corpos dos garotos quando foi compactar os sacos de lixo no baú do caminhão. "Vi um pé e pensei que era de uma boneca. Nunca poderia imaginar que seria de uma criança", lamentou assustado Jailson José de Assis Evaristo.
O motorista do caminhão, Liordino Teixeira Santos, custou a acreditar no que estava acontecendo. "Doze anos trabalhando com lixo e eu nunca vi nada assim."
Os lixeiros foram à delegacia, onde descobriram mais partes das duas crianças dentro do caminhão. O restante foi encontrado quando o veículo de coleta já estava no aterro sanitário.
A polícia chegou aos prováveis autores do crime porque dois guardas civis municipais desconfiaram de que os corpos encontrados poderiam ser de dois irmãos que tinham pedido ajuda para eles na base móvel da guarda na última quarta-feira.
"Eles apareceram à noite dizendo que a madrasta havia dado dinheiro para eles sumirem de casa, só que os dois tinham gastado tudo", revelou um dos GCMs.
Ainda de acordo com o guarda, os irmãos pediam para voltar a um abrigo em que haviam estado por um ano devido a problemas familiares.
Os guardas levaram os garotos à delegacia, que entrou em contato com o Conselho Tutelar. A entidade teria recomendado que os garotos voltassem para a família e assim os policiais o fizeram.
"Eles insistiam em voltar para o abrigo. Não queriam ir para casa de jeito algum", relatou um dos guardas.
A irmã do pai dos meninos, Magali Santos Melo, disse que os garotos a procuraram na última quarta-feira.
Com o encontro dos corpos, os GCMs sugeriram ao delegado de plantão que fosse até a casa da família. "Quando chegamos, a madrasta estava nervosa. Disse que os meninos tinham ido para a escola e não voltaram. Encontramos, no quintal, manchas de sangue e marcas de fogo. São indícios muito fortes", disse um dos guardas.
Eliane foi presa por volta das 3h. À polícia, a madrasta acusou o marido e disse ter somente ensacado os corpos.
O pai foi detido por volta das 6h30, quando chegava do trabalho. Ele é segurança em uma empresa de São Bernardo, nega o crime e ainda não havia prestado depoimento até o fechamento desta edição. O delegado seccional de Santo André, Luiz Carlos dos Santos, disse que já pediu a prisão temporária do casal.
Assassinatos chocaram vizinhança e policiais
As mortes de Igor e João Vitor causaram espanto e revolta entre os moradores da Rua Cândido Mota. Entre eles, a vizinha Kátia Oliveira dos Santos, que conhecia os meninos desde pequenos.
A educadora conta que chegou do trabalho por volta das 19h de e ouviu Eliane, a madrasta dos garotos, lavando o quintal. "Estou passada. Não consigo acreditar no que aconteceu. Minutos antes de eu chegar, minha filha viu sinal de fogo na casa deles", diz Kátia.
Ela afirma que as brigas na residência dos vizinhos eram freqüentes e envolviam quase sempre os irmãos e a madrasta. "Ela sempre batia nas crianças", dispara.
Outro vizinho, o motorista Claudinei Silva Cunha, também se diz perplexo com o crime e afirma que sempre teve bom relacionamento com Igor e João Vitor. "Eu jogava bola com eles, até videogame", lamenta.
A revolta pela violência do crime choca até mesmo os profissionais da segurança. "Dá um sentimento de impotência. Se a gente pudesse prever o que estava para acontecer teríamos levado os dois para um abrigo ou qualquer outro lugar", diz um dos guardas que conversaram com os irmãos na última quarta-feira.
O delegado seccional de Santo André, responsável por Ribeirão Pires, Luiz Carlos dos Santos, não conteve a indignação com o assassinato. "Sou pai e avô. É difícil ver uma situação dessas."
MÃE - A mãe das crianças, Cláudia Lopes dos Santos, chegou chorando à delegacia. Embora não visse os filhos há dois meses, ela disse não sentir culpa, pois achava que o ex-marido cuidaria bem dos filhos.
Conflitos faziam parte da rotina familiar
Dificuldades de relacionamento entre a família Rodrigues não eram recentes.
A primeira queixa feita à polícia pelo Conselho Tutelar, em 2005, tratava de abandono das duas crianças.
A primeira queixa feita à polícia pelo Conselho Tutelar, em 2005, tratava de abandono das duas crianças.
Na época, os irmãos Igor Giovanni e João Vitor dos Santos Rodrigues tinham 8 e 9 anos de idade e passavam a maior parte do tempo sozinhos. O pai, João Alexandre Rodrigues, que já começava a se relacionar com a madrasta dos garotos, Eliane Aparecida, passava mais tempo na casa da namorada do que cuidando dos próprios filhos.
Os meninos eram obrigados a se virar sozinhos para comer, realizar os afazeres domésticos e ir à escola. Na ocasião, a madrasta foi condenada a prestar serviços à comunidade.
Mais tarde, os quatro passaram a viver juntos e a relação conflituosa continuou.
Em 2007, um novo boletim de ocorrência envolvendo a família. Desta vez, pai e madrasta procuraram a polícia para registrar o desaparecimento dos dois meninos.
Neste mesmo ano, os irmãos foram encaminhados pelo Conselho Tutelar ao Abrigo Novo Rumo, de Ribeirão Pires, onde permaneceram até o primeiro semestre de 2008, quando a Justiça determinou o retorno deles para casa.
Contudo, desde o final de 2007 a coordenação do abrigo sugeria que os garotos voltassem ao convívio familiar, mesmo com as crianças demonstrando desejo contrário. Durante uma fase da vida, os irmãos foram acolhidos pela tia, Magali Santos Melo, 45 anos, que é irmã de João Alexandre Rodrigues.
Os dois viveram com a família de Magali por cerca de dois anos. O convívio com as duas crianças era bastante harmonioso, segundo a tia.
"Eu não sabia que estava mandando os meninos para a morte. Hoje perdi uma parte de mim", desabafa Magali, que há cinco dias recomendou aos garotos que voltassem para casa.
O tio das crianças, Antônio Carlos Melo, marido de Magali, se diz surpreso. "Ele (o pai dos meninos) era um cara manso, pacato."
O membro do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Ariel de Castro Alves, diz que o Conselho Tutelar acompanhava a situação dos irmãos. A conselheira tutelar que cuidou do retorno dos dois para casa não foi localizada pela reportagem.'
Como se pôde notar,a exemplo dos irmãos João Vítor e Igor, que foram entregues por autoridades, no caso a conselheira tutelar,às mãos da morte no seio de uma familia que não os queria, a menina Joanna Marcenal também encontrou a morte quando foi brutalmente tirada das mãos da mãe, por uma juiza, e entregue ao pai e à madrasta que já havia dado mostras de não querer a menina por perto!!
Este "modelo"de resposta que tem sido dado em caso de crianças em situação de risco deve ser repensado urgentemente!!Há que se "perder um pouco mais de tempo" na análise deste tipo de problema,antes que mais e mais crianças encontrem um fim trágico com o aval,justamente,daqueles que deveriam buscar todas as formas de protegê-las!!!
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Uma pequena reflexão sobre a nossa sociedade "doente"
O rodeio dos imbecis
Ruth de Aquino
Universitários que “montam” à força em colegas gordas, numa competição para ver “qual peão” fica mais tempo sobre as meninas, são o retrato cru de uma sociedade doente e sem noção. O “rodeio das gordas” aconteceu em outubro em jogos oficiais de uma universidade importante, a Unesp, em São Paulo – não em algum rincão remoto. Não envolveu capiau nem analfabeto. Foi a elite brasileira, a que chega à universidade. Estamos no século XXI e assistimos perplexos à globalização da ignorância moral.
Mais de 50 rapazes, da Universidade Estadual Paulista, organizaram o ataque às gordas num evento esportivo e cultural com 15 mil universitários. Uma comunidade no Orkut definiu as regras: “Todo peão deve permanecer oito segundos segurando a gorda”; “gordas bandidas são mais valiosas”; “o corpo da gorda tem de ser grande, bem grande”. Os estudantes se aproximavam das meninas como se fossem paquerá-las. Aproveitavam para agarrá-las e montar nelas, e as que mais lutavam contra a agressão eram apelidadas de “gordas bandidas”. Uma referência ao touro Bandido, personagem da novela América. “A cada coice tomado, o peão guerreiro ganha 1 ponto”, anunciava o site de relacionamento.
A repercussão assustou os universitários. Roberto Negrini, um dos organizadores do torneio e filho de advogada, chamou tudo de “brincadeira”, mas pediu desculpas à diretoria da Unesp e se disse arrependido. Tentou convencer a todos de que “não houve preconceito”. Sites e blogs foram invadidos por comentários indignados. Mas havia muitos homens aplaudindo “a criatividade” dos estudantes. O internauta Arnaldo César Almeida, de São Paulo, propôs transformar a competição num “esporte olímpico”. Outro, que se identificou como Alexandre, escreveu: “Me divirto vendo esses kibes (sic) humanos dando coice! Vou até instalar uma baleia mecânica para treinar”.
Quem são os pais e as mães desses rapazes? A maior responsabilidade é da família. O que fez ou onde estava quem deveria tê-los educado com valores mínimos de cortesia e respeito ao próximo? Jovens adultos que agem assim foram, de alguma maneira, ignorados por seus pais ou receberam péssimos exemplos em casa e na comunidade onde cresceram.
Está na hora de adultos pensarem com cautela se querem colocar um filho no mundo. Se querem cuidar de verdade dessa criança. Ouvir, conversar, beijar, brincar, educar, punir, amparar, dedicar um tempo real para acompanhar seu crescimento, suas dúvidas e inquietações. Descaso, assédio moral e físico contra crianças, brigas entre pai e mãe, separações litigiosas podem levar a tragédias como a que matou a menina Joanna. Submetida a maus-tratos e negligência, Joanna talvez tenha simplesmente desistido de continuar no inferno em que se transformara sua vida aos 5 anos de idade.
Não sou moralista. Mas a sociedade mergulhou numa disputa de baixarias. As competições escancaradas na TV aberta, sob a chancela de “entretenimento”, estimulam a humilhação pública e a indignidade humana. Comer pizza de vermes e minhocas vivas, deixar ratos e cobras passear pelo corpo de uma moça de biquíni, resistir a vômitos, como prova de determinação e bravura – isso é exatamente o quê? Expor pessoas ao ridículo, enaltecer o lixo, a escória, em canais abertos a crianças e adolescentes... não seria inaceitável numa sociedade civilizada? Diante de alguns programas televisivos, o “rodeio das gordas” pode parecer brincadeira. Mas não é.
fonte:http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI183186-15230,00-O+RODEIO+DOS+IMBECIS.html
Mais de 50 rapazes, da Universidade Estadual Paulista, organizaram o ataque às gordas num evento esportivo e cultural com 15 mil universitários. Uma comunidade no Orkut definiu as regras: “Todo peão deve permanecer oito segundos segurando a gorda”; “gordas bandidas são mais valiosas”; “o corpo da gorda tem de ser grande, bem grande”. Os estudantes se aproximavam das meninas como se fossem paquerá-las. Aproveitavam para agarrá-las e montar nelas, e as que mais lutavam contra a agressão eram apelidadas de “gordas bandidas”. Uma referência ao touro Bandido, personagem da novela América. “A cada coice tomado, o peão guerreiro ganha 1 ponto”, anunciava o site de relacionamento.
A repercussão assustou os universitários. Roberto Negrini, um dos organizadores do torneio e filho de advogada, chamou tudo de “brincadeira”, mas pediu desculpas à diretoria da Unesp e se disse arrependido. Tentou convencer a todos de que “não houve preconceito”. Sites e blogs foram invadidos por comentários indignados. Mas havia muitos homens aplaudindo “a criatividade” dos estudantes. O internauta Arnaldo César Almeida, de São Paulo, propôs transformar a competição num “esporte olímpico”. Outro, que se identificou como Alexandre, escreveu: “Me divirto vendo esses kibes (sic) humanos dando coice! Vou até instalar uma baleia mecânica para treinar”.
Quem são os pais e as mães desses rapazes? A maior responsabilidade é da família. O que fez ou onde estava quem deveria tê-los educado com valores mínimos de cortesia e respeito ao próximo? Jovens adultos que agem assim foram, de alguma maneira, ignorados por seus pais ou receberam péssimos exemplos em casa e na comunidade onde cresceram.
O “rodeio das gordas”, promovido nos jogos da Unesp, é o retrato de uma sociedade doente
Não foi uma semana edificante. Meninas adolescentes, numa escola paulista em Mogi das Cruzes, trocaram socos. A mais agredida, de 14 anos, disse: “Alguns têm dó, mas outros ficam rindo porque eu apanhei”. Em Brasília, uma estudante usou a lâmina do apontador para navalhar o rosto e o pescoço da colega. No Rio de Janeiro, uma professora foi presa por manter relações sexuais com uma aluna de 13 anos. A loura da Uniban, Geisy Arruda, posou pelada, sem o microvestido rosa-choque, mostrando que tudo acaba na busca de fama e uns trocados. Está na hora de adultos pensarem com cautela se querem colocar um filho no mundo. Se querem cuidar de verdade dessa criança. Ouvir, conversar, beijar, brincar, educar, punir, amparar, dedicar um tempo real para acompanhar seu crescimento, suas dúvidas e inquietações. Descaso, assédio moral e físico contra crianças, brigas entre pai e mãe, separações litigiosas podem levar a tragédias como a que matou a menina Joanna. Submetida a maus-tratos e negligência, Joanna talvez tenha simplesmente desistido de continuar no inferno em que se transformara sua vida aos 5 anos de idade.
Não sou moralista. Mas a sociedade mergulhou numa disputa de baixarias. As competições escancaradas na TV aberta, sob a chancela de “entretenimento”, estimulam a humilhação pública e a indignidade humana. Comer pizza de vermes e minhocas vivas, deixar ratos e cobras passear pelo corpo de uma moça de biquíni, resistir a vômitos, como prova de determinação e bravura – isso é exatamente o quê? Expor pessoas ao ridículo, enaltecer o lixo, a escória, em canais abertos a crianças e adolescentes... não seria inaceitável numa sociedade civilizada? Diante de alguns programas televisivos, o “rodeio das gordas” pode parecer brincadeira. Mas não é.
fonte:http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI183186-15230,00-O+RODEIO+DOS+IMBECIS.html
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